Monitoramento de redes tem a ver com RH?

Para estabelecer uma nova cultura, a área deve, em conjunto com a TI, atuar para garantir um ambiente de rede e infraestrutura eficientes para os novos modelos de trabalho

Por Soraya Meszaros, gerente de recursos humanos da 2S

A transformação digital deu outros rumos à forma como trabalhamos. Colaboração e mobilidade já são palavras usuais nas empresas, que precisam se adaptar para disponibilizar o acesso a informações, ferramentas e recursos que, antes, estavam apenas disponíveis nos escritórios.

O home office, ou trabalho remoto, já é uma realidade para 55% dos brasileiros ao menos uma vez por semana, segundo estudo de 2017 realizado pela Spaces, espaço de coworking. Uma pesquisa feita pelo Ibope em 2018 confirma a tendência: 20% dos profissionais brasileiros atuam de forma remota durante mais da metade da carga horária semanal. E 62% consideram que o ambiente de trabalho moderno não existe sem a chance de uma rotina que inclua a modalidade.

Todo esse cenário traz desafios ao RH, que também deve mudar para atender às novas demandas dos profissionais. Preocupações como “o servidor está fora” ou “a internet caiu” deixaram de ser exclusivas da TI. Com escritórios conectados a data centers ou nuvem, a questão também impacta a área de recursos humanos, que deve garantir um ambiente de redes e uma infraestrutura que assegure aos colaboradores acesso aos sistemas e ferramentas da empresa em qualquer lugar e de diferentes dispositivos.

Para criar uma cultura inovadora, com ambientes colaborativos que atendam à mobilidade e flexibilidade necessárias hoje, o RH precisa se aliar à TI. Isso não quer dizer que a área de recursos humanos vai precisar monitorar o ambiente, mas, sim, que deverá se preocupar com sua eficiência operacional. Se a infraestrutura da empresa não suportar as novas demandas, a transformação do modelo de trabalho não será efetiva.

Os serviços de monitoramento de data center e de suas aplicações ajudam a TI a acompanhar a performance e o tráfego da rede para tomar decisões rápidas e proativas. Assim, problemas de oscilação ou queda, que podem influenciar a qualidade dos acessos, são minimizados. Compartilhar e apoiar a àrea de TI nessa gestão é, portanto, garantir o sucesso de uma cultura disruptiva. E quando os problemas e as soluções que envolvem tecnologia passam a ser assunto de todas as áreas de negócio, a transformação digital e a mudança de cultura tornam-se um trabalho coletivo.