Por que deu errado?

|Por João Paulo Wolf|

Saiba os motivos de insucesso de um projeto de TI; não dar atenção à fase de pré-vendas é um deles

Falhas na execução de um projeto de TI tiram o sono de qualquer CIO. Além de gerar custos, o problema pode afetar o negócio e comprometer a experiência de clientes e usuários. A boa notícia é que os motivos de insucesso são claros e é possível se prevenir.

Tudo começa na fase de pré-vendas: esse é o momento mais crítico, a hora de entender o objetivo do projeto e o motivador da mudança. Seja o refresh tecnológico para manter suporte dos fabricantes, o tratamento de gargalos e outros problemas identificados na estrutura ou qualquer outro tipo de demanda, essa informação norteará a elaboração de um projeto baseado em melhores práticas e composto por softwares, hardwares e serviços nas quantidades corretas, além do entendimento sobre a mão de obra adequada. E é claro que esse planejamento deve observar orçamento e prazos necessários.

O que acontece, porém, é que, na pressão de cumprir prazos e orçamentos pelo lado do cliente, ou na ânsia de realizar a venda por parte do integrador, essa fase do projeto acaba, muitas vezes, sendo subestimada e, até, ignorada. Um erro nesse momento pode colocar tudo a perder, já que é a hora de o cliente expor todas as suas “dores”, necessidades e desejos que justificaram o investimento.

Para não errar na concepção do projeto, lembre-se de três pontos:

1. Não existem soluções milagrosas para que tudo funcione rapidamente;

2. O projeto precisa nascer com “pé, cabeça e todos os outros membros” para que possa cumprir com suas funções na estrutura da empresa;

3. Busque sempre trabalhar com companhias e profissionais que mostrem seriedade e profundo conhecimento sobre o que vendem.

Outro aspecto fundamental está relacionado aos stakeholders. É essencial que as pessoas diretamente afetadas pelo novo projeto estejam envolvidas na conversa sobre qual tecnologia é a ideal. Os projetos, hoje, não são apenas de TI; são voltados à melhoria direta das relações produtivas de toda a empresa. Por isso, quem vai usufruir da solução deve participar e opinar nas fases de desenvolvimento, experimentar a tecnologia e ter espaço para sugerir ajustes, caso precise.

Envolver os stakeholders no máximo de fases possíveis garante não só que o projeto atinja os objetivos mais facilmente, mas também permite fazê-lo em menos tempo, com menos recursos e mais qualidade, entregando uma experiência muito melhor à empresa e seus colaboradores.

Mas não acaba por aqui. Ainda é preciso estruturar bem o planejamento e gerenciamento do projeto. No próximo artigo, falamos sobre isso. Até lá!

Imagem: divulgação