Tendências em TI: blockchain, LGPD, o futuro do CIO e outras previsões para 2019

 

De um lado, há oportunidade de ampliar receita com iniciativas de transformarão digital. Do outro, CIOs correm alto risco de falhar se não conseguirem se adequar às expectativas das organizações

 

São muitas as previsões de tecnologia para o mundo em 2019. Mas todas elas podem ser resumidas a uma necessidade: a adaptação dos negócios à era digital. A consultoria IDC prevê que, até o fim de 2019, empresas investirão US$ 1,7 trilhão em iniciativas de transformação digital – o que representa um salto de 42% sobre 2017.

No mesmo período, organizações que tiverem concluído essa jornada verão 45% de suas receitas vindo de novos modelos de negócio. Por outro lado, até 2022, 75% dos CIOs que não conseguirem conduzir a organização para viabilizar a inovação digital e a disrupção entrarão para o time daqueles que falharam.

Obviamente que esses números retratam um ponto de vista global e que a transformação digital segue um ritmo diferente não somente entre países, mas dentro de uma mesma nação. Mas algumas tendências, certamente, têm tração no Brasil:

 

Blockchain: uma das tecnologias mais comentadas em 2018, ainda é uma das mais imaturas e difíceis de escalar. O Gartner prevê que o blockchain  deverá gerar US$ 3,1 trilhão em valor aos negócios até 2030. Caberá às empresas, portanto, adaptar o modelo para o uso da tecnologia nos mais variados ambientes e aplicações corporativas. Os principais fabricantes mundiais, assim como o setor financeiro, já pesquisam esses formatos. Por isso, novidades interessantes devem vir por aí.

LGDP: sancionada em agosto de 2018, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) deu às empresas brasileiras um prazo 18 meses para adequação. Isso significa que as penalidades pelo descumprimento das normas serão aplicadas, somente, a partir de 2020. De qualquer forma, líderes de TI de empresas de todos os setores terão de se unir aos pares para, em 2019, construir um projeto de segurança da informação que dê conta de atender a todos os desafios da norma. O trabalho não é fácil e nem deve ser deixado para a última hora.

Explosão de dados: o Gartner acredita que, até 2020, 40% das tarefas da ciência de dados serão automatizadas. Isso porque, como era de se esperar, os cientistas não estão conseguindo, com os métodos atuais, tirar insights da enorme (e crescente) quantidade de conteúdo gerada pelas mais variadas fontes de informação. Caberá aos analytics aumentados identificar padrões escondidos e remover o viés pessoal para gerar insights de negócios assertivos. Conectada a esse tema está uma previsão da IDC: em 2019, 40% das iniciativas de transformação digital serão suportadas por inteligência artificial e computação cognitiva, o que garantirá insights de negócios tempestivos para novos modelos de monetização.

Desenvolvimento orientado à inteligência artificial: a partir de 2019, a indústria começará a considerar ferramentas, tecnologias e melhores práticas para inserir inteligência artificial nas aplicações e, também, criar ferramentas já embasadas em inteligência artificial para o processo de desenvolvimento. Dessa forma, o mercado vai migrar daquele no qual cientistas de dados formam parcerias com desenvolvedores para aquele no qual desenvolvedores operam de forma independente, usando modelos pré-definidos que são entregues como serviço. A aposta é do Gartner.

Edge computing: computação de borda, da tradução em inglês, tem como objetivo reduzir latência. Para isso, a coleta, o processamento e a entrega de dados ocorrem próximos à fonte da informação. O Gartner espera que, até 2028, haja um aumento na inserção de sensores, storage, capacidades computacionais e de inteligência artificial em uma variedade de dispositivos finais, dos industriais a telas, smartphones e geradores de energia automotiva.  

Metodologia de trabalho e equipe: a IDC diz que até 2012, 65% dos CIOs vão ampliar suas práticas de Agile e Dev/Ops dentro do negócio, de forma a conseguir a velocidade necessária para inovação, execução e mudança. Também até essa data, a base de talentos para tecnologias emergentes será insuficiente para preencher até 30% da demanda global, o que gerará uma necessidade de estratégias para retenção e desenvolvimento de profissionais.

Conexão entre nuvens: esse é um assunto que, entra ano sai ano, está na pauta da TI.  A arquitetura da nuvem – combinando modelos públicos e privados em um ambiente híbrido  – continua sendo tendência, segundo artigo da Forbes. A indústria já entendeu esse desafio e mesmo os provedores do serviço público passaram a oferecer pacotes privados. Caberá ao CIO, portanto, definir qual aplicação irá para cada modelo de nuvem.