Transformação digital: três conexões que não podem faltar em 2017

|Por Renato Carneiro|

Caminhar para esse novo mundo exige dos CIOs e de todos os líderes novos vínculos, mais próximos e abertos

Você já parou para pensar o que, de fato, possibilita a transformação digital da qual tanto falamos? Que o futuro está baseado na tecnologia, não há mais dúvidas, mas, para uma mudança efetiva, é preciso ir além. Vivemos no tempo do trabalho colaborativo e do compartilhamento de ideias e informações para alcançar uma meta comum. Se eu já confiava nessa visão antes do surgimento da Internet das Coisas, agora eu sei que, realmente, não há outro caminho. Nunca estivemos tão conectados uns aos outros como nos dias atuais.

Caminhar por esse novo mundo exige dos CIOs e de todos os líderes novas conexões, mais próximas e abertas. Isso me faz lembrar da definição de liderança de Jason Jennings, escritor norte-americano que tive a oportunidade de conhecer em 2010. Para ele, líderes devem ser acessíveis. E é por essa conexão que devemos começar. Mas tem mais. Nesse momento de renovação do calendário, em que parecemos mais dispostos a rever nossos conceitos, listei, a seguir, três conexões que não podem nos faltar nesse ano que começa.

TI e TA

Não adianta procurar outras rotas. A junção entre tecnologia da informação (TI) e tecnologia de automação (TA) é essencial para, além de gerar economia de custos operacionais e de processos, permitir a integração entre os sistemas corporativos e os de manufatura. Essa união favorece a implementação de programas de melhoria, dá sustentabilidade a projetos e transforma digitalmente a companhia, com a geração de mais dados para a tomada de decisão. O principal ponto aqui é que os profissionais se conscientizem da importância dessa abordagem, em termos de economia e caminho para a transformação digital. O trabalho de um não anula o do outro, apenas complementa.

CIO e áreas de negócios

Até 2020, segundo dados da IDC, o poder de decisão de compra de soluções e serviços de tecnologia passará, em 67% dos casos, para as mãos dos líderes das áreas de negócio. Isso quer dizer que toda unidade de negócio será, também, uma área de tecnologia. Marketing, recursos humanos, logística, vendas…todos se tornaram consumidores e compradores de ferramentas. Com isso, o CIO deixará, de vez, o papel de tocar o departamento responsável apenas pelo suporte, para assim focar na transformação digital, se aproximando de todos os líderes da companhia. É ele quem vai mapear tudo o que cada área está utilizando em termos de tecnologia, sugerindo melhores e mais confiáveis formas de ganhar agilidade, ou de controlar melhor algum projeto. Essa parceria vai permitir que o CIO seja visto como um facilitador, e não como gargalo.

Líderes e equipes

Ouvir está entre as habilidades de um líder. É preciso estar aberto – de verdade – a escutar o que o time pensa. Costumo dizer para os diretores com quem trabalho que, se eu ligar para eles em um domingo às 22h, não precisam me atender. Mas, se um funcionário telefonar, eles têm a obrigação de responder. A principal conexão é essa: a do líder com sua equipe. No momento em que vivemos, em que a inovação é o pilar do crescimento de qualquer empresa, as ideias não estão somente na cabeça dos líderes, mas sim distribuídas entre as pessoas sob sua liderança. Se o gestor perde essa conexão, perde também a chance de transformar a empresa, e nenhuma das demais conexões fará sentido. O resultado? Nada vai mudar.

Aqui, volto ao discurso de Jason Jennings: “os líderes devem estar disponíveis para servir a qualquer momento e em qualquer lugar”.

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